quinta-feira, 29 de dezembro de 2011
domingo, 9 de outubro de 2011
O que gostam de colocar em nossas bocas (tá vendo a ação na frase?)
Uma parcela adora falar que feministas não gostam de sexo, que são frígidas.
Outra parcela acha que feministas realmente não gostam de sexo, que são frígidas.
- E como essa galera sabe disso, hein? Você pode me perguntar.
- Já treparam com alguma feminista para fazer tal afirmativa?
Não, amigues, somente ouviram falar por aí. Mas isso os basta.
Muita gente também adora falar que o que nos falta mesmo é bom falo, grosso e grande(não o lacaniano). Que somos mal comidas e que só isso justificaria as nossas “defesas” e mimimimi.
(amiga lógica, me explica uma coisa: se não gostamos de sexo pra quê precisaríamos de um falo gigante? Ah, e depois tem outra: não somos promíscuas? Eu sinceramente não entendo essa zoeira toda o.O)
Esses discursos de ataque justificam-se por si. Aliás, qualquer movimento que incomoda e estremece os elementos que supostamente deveriam estar em ordem - no status quo-, causa reboliço. O feminismo é um desses movimentos. Não é a toa que ele faz tremendo barulho. Não é a toa que é atacado. Não é a toa que nós feministas somos atacadas.
Afinal, como fazer para manter os papéis de gênero e o comportamento embutido nesses?
Vamos meus amigos, as loucas feministas estão aí para destruir a unidade chamada família. Elas querem empregos e salários justos, elas querem prazer no sexo, elas querem ser DONAS DO PRÓPRIO CORPO. Co-mo assim? Quanta heresia!
Não digo que as coisas são simples, preto no branco, pensadas, calculadas. As relações - todas e quaisquer - são complexas. Mas as forças da estrutura, por mais abstratas que sejam, existem e nos guiam, comandam. Os ataques, muitas vezes, são sim calculados, propagados propositalmente. Outras vezes são manifestados como algo sintomático e aparentemente inofensivo - podendo ser uma opinião, uma propaganda de rádio/tevê, uma piada, etc. Mas são discursos.
O viver numa sociedade machista: a ordem e desordem.

Daí que vivemos numa sociedade que tem sua lógica de funcionamento. E as pessoas vivem nessa lógica há muito. E claro, tudo se torna até mais fácil quando há uma ordem, ainda que essa seja opressora. E as algumas pessoas preferem não questioná-la. E discursos – científicos, inclusive – nascem para legitimar essa dita ordem. E a coisa é forte, minha gente. Tão forte que parece que deve ser assim mesmo.
E argumentos que pretendem perseverar essa ordem existem em pencas, principalmente aqueles que pregam o comodismo safado de que essa é a nossa natureza. (Raso? Pra mim, totalmente). Alguns apelam para as diferenças físicas e caem numa lambança sem fim - Afinal, desde quando as diferenças físicas justificariam as diferenças sociais?- Outros fazem jogo baixo, mirando sua metralhadora de falácia, desprestigiando aquilo que não conseguem argumentar- mas que não querem que seja.
E é aí que entram as feministas. Essas mulheres subversivas (oi, estou aqui e adoro!) que questionam, criticam e militam pela equidade nessa miríade de relações totalmente desiguais e opressoras.
E elas(olha eu na terceira pessoa. interlocutora de mim mesma) são chatas, patrulham, não deixam os pensamentos machistas se propagarem aos 4 ventos sem antes apontar/fazer uma observação do sexismo que está presente nos discursos, nas relações.(juro que me sinto verdadeiramente elogiada cada vez que ouço um chata e patrulheira saindo da boca de um machista. É sinal que algo de estranho ele viu, mas que é muito mais fácil me atacar, é claro)
E a reação contra o feminismo/feministas são as mais diversas. Partindo do já batido não gostam de sexo/homens, mal-amadas, chegando até na pretensão de dominar o mundo e os homens.
Até porque se as feministas negam a lógica, a estrutura, logo só podem odiar os homens, né? (lógica, cadê você?). E depois como podem negar ocupar o papel que ocupam?
Logo, amigues, melhor vestirmos nossas camisetas reaças e sairmos por aí – pelos mais diversos canais - falando isso que concluímos há pouco: elas só podem não gostar dos homens, em conseguinte, de sexo. (e sexo é só isso, viu: pinto na xoxota. rsrs)
Sexo, o tema tabu da humanidade
Vamos falar o que é verdade? Sexo é assunto tabu desde a era vitoriana. Ou seja, tudo o que envolve sexo chama a atenção. Não seria diferente com a onda sexo&feministas. E é justamente por isso que existe esse clichê mentiroso de que feministas não gostam de sexo: porque choca - e porque se não gostamos de sexo, só podemos ser anormais e histéricas. e só isso justificaria pegarmos em tochas e sairmos criticando a estrutura: histeria. (jura que tem a ver? vale ler um pouco sobre a relação da repressão&histeria)
Eu sou feminista, eu amo sexo. Minha irmã é machista/conservadora, e minha irmã não curte sexo.
E uma coisa não tem nada a ver com a outra. Pessoas realmente podem não gostar de sexo. Mas APOSTO pra vocês que um simples ideal de mundo menos desigual não afeta em NADA a minha sexualidade. Nada. Minha libido realmente não tem nada a ver isso, gat@s.
Vamos pensar, gentes:
O fato é: vamos parar de falar besteira, gentes? Vamos parar de propagar clichês que vocês ouviram por aí sem sequer parar para questionar onde/como/por que eles existem?
Eu sou uma feminista, oquei? Eu defendo equidade, oquei?(logo não pretendo dominar o mundo nem homem nenhum, certo? O contrário disso é falácia)
Eu gosto muito de sexo, oquei?
E é isso, simples assim.
Aliás, nunca vi tanto esclarecimento e segurança sobre o assunto sexo/sexualidade como num grupo de feministas. E porque por lá não há restrições, cenas, mentiras ou inibições. Há realidade, sentimentos claros.
Feministas defendem a autonomia e a liberdade sexual, logo, como não gostaríamos de sexo? Não parece um contra senso feministas não gostarem de sexo? Pois então.
Talvez o que nós feministas não gostemos, e que alguns parecem não entender, são os sexos formatados, empacotados, vendidos. O sexo que se passa como idéia do que tem que ser.
Se trabalhamos na identificação e nas desconstruções dos papéis de gênero que o patriarcado nos impõe como forma de controle/opressão, como comprar/usar a quimera do sexo que vendem através das mídias ou dos discursos mais controladores, opressores, misóginos, imbecilizantes?
Sexo é uma interação maravilhosa, canal de prazer, e prazer em dar prazer. Sexo é jogo de cenas, mas um jogo consciente, aberto, verdadeiro. Sexo é lúdico. Sexo permite interpretar, brincar. Sexo é deitar nu ao lado da pessoa que você gosta. Sexo é comer o outro com o olhar, é se deliciar com o toque, com o beijo e com o gozo.
Sexo se faz debaixo das cobertas, na sala, no banheiro, quietinho, manso, barulhento, selvagem. Sexo não tem padrões, sexo não enumera gozos. Sexo é o simples prazer de estar, ainda que na virtualidade.
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quarta-feira, 25 de maio de 2011
Arte em era tecnológica
Achei um cute, além de super criativo e cheio de terequeteques tecnológicos
Postado por Vanessa 4 impressões
terça-feira, 3 de maio de 2011
terça-feira, 12 de abril de 2011
O motor.
Olhando a terra - e seus arredores - por longos 108 minutos, o que será que ele imaginava sobre o futuro da humanidade?
É esse o olhar que me fascina. Um olhar de sonhos, de esperança e de transformações - ainda que habitando um solo cinzento e completamente sem sentido.
É esse o motor do homem, é esse o motor do homem...
Postado por Vanessa 2 impressões





